Leio, logo indico – Livro: O Natal de Poirot
Hey Leitores!
Se vocês, como eu, gostam de um bom romance policial, já devem saber que esse livro dispensa comentários, já que estou falando de uma obra da rainha do crime: Agatha Christie, a romancista mais vendida de todos os tempos. Saiba um pouco mais sobre o clássico, que conta com uma de suas mais célebres criações, afinal : "Poirot solucionou alguns intrincados mistérios, mas sua extraordinária inteligência nunca funcionou de maneira tão brilhante como em O Natal de Poirot" (The New York Times).
Na noite de Natal todos devem estar reunidos com suas famílias, aproveitando o momento para refletir sobre a vida e compartilhar bons sentimentos uns com os outros…, certo? Mas isso não acontece em “O Natal de Poirot”:
Sinopse: Dessa vez, Simeon, o patriarca dos Lee, resolve convidar todos os filhos para comemorar o Natal na luxuosa mansão da família. É hora de eles deixarem os ressentimentos de lado e visitarem o velho pai. Mas aparentemente as intenções de Simeon não são nobres. Ele quer se divertir às custas do ganancioso grupo de familiares. Tudo começa com algumas alterações em seu testamento... e termina com um assassinato, em um quarto trancado por dentro. Quando Hercule Poirot oferece ajuda para solucionar o caso, encontra uma atmosfera que não é de luto, mas de suspeitas mútuas.
Muitos podem achar muito macabro acontecer um crime em uma data como essa, mas Poirot tem suas teorias, e essa para mim é a melhor parte, as teorias. Se você gosta de histórias de suspense, como eu, certamente tenta antecipar cada movimento dos personagens, e, em um romance policial, desvendar quem é o assassino é tarefa que se inicia desde as primeiras páginas, afinal, quando se trata de um livro de Agatha Christie, estamos lidando com um verdadeiro quebra-cabeça, onde nenhuma peça deve ser descartada. Nesse não é diferente.
Certamente esse livro tem um toque especial, pois tem uma dedicatória especial, que nos prepara para o que encontraremos nesse jogo de policia e ladrão. Agatha dedica o livro a seu cunhado ( e leitor fiel), que havia se queixado de que seus assassinatos estariam ficando “ refinado demais – na verdade anêmicos”, deixando as seguintes palavras:
[…] um assassinato dos bons, violento e cheio de sangue. Um assassinato em que não houvesse dúvida de ser assassinato!
Pois esta é a história que escrevi especialmente para você. Espero que lhe agrade.
Se você não conhece o estilo descrita da autora, saiba que é perfeito! O modo como ela organiza os acontecimentos, como mesmo sendo uma narrativa em terceira pessoa consegue transmitir a personalidade de cada personagem como se a história fosse somente sua, ora penso que estou vendo através do olhos de Poirot, ora são as palavras do indispensável fiel mordomo da família que ecoam pela páginas. Em todos os livros seus que li, encontro um personagem, que assim como todos os outros não está acima de suspeitas, mas que, de certa forma, conquista minha simpatia, fico torcendo para que tenha um bom final, isso porque a autora nós envolve, nos prende em sua teia de mistérios, e só escapamos depois que última sentença é dada.
Esse não é o meu livro preferido (imagine se fosse :p) da autora, o que não me impede de indicá-lo sem pestanejar, já que foi assim que eu o li, com se cada segundo fosse precioso para que o culpado não escapasse impune. E, para que não me prolongue mais, faço do começo o fim, e deixo a epigrafe escolhida por Christie ( em inclusive aprece no decorrer da história), como fecho dessa resenha, que espero eu, tenha lhes motivado:
Quem jamais poderia imaginar que aquele velho guardasse tanto sangue dentro de si?Macbeth