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Hora da Leitura: A última crônica

20:38 A leitora 0 Comentários Categoria : , ,


      Hey, Leitores!      
      Hoje compartilho um texto que conheço há muitos anos, mas só agora veio-me a ideia de postá-lo aqui. Trata-se de uma Crônica, uma das minhas preferidas, escrita por Fernando Sabino. Muitas coisas contribuem para que eu goste dela, mas não irei me estender muito nessa introdução do post, digo apenas que ela  emociona, cativa e inspira. Não sei se alguém já percebeu, mas sou fascinada pelo uso da metalinguística, (usar a Língua pra falar da Língua, a literatura para falar de literatura  a escrita para falar da escrita) e aqui, uma Crônica que transmite um pouco da essência de uma Crônica *.*. Leia e aprecie comigo, asseguro que vale a pena <3



Hora da leitura: A escolha

13:31 A leitora 0 Comentários Categoria : ,

Hey, Leitores!

  Como estão? Espero que sempre preparados para mais uma leitura ^.^, pois hoje quero compartilhar o trecho de um livro muito famoso, principalmente no âmbito acadêmico, mas que pode trazer valiosas lições para qualquer um que o ler. Na verdade eu ainda não li o livro inteiro, mas acompanhei a leitura do meu irmão e não resisti em postar a parte que mais gostei (entre as que ouvi). O livro tem vários quotes legais, mas esse em especial está totalmente de acordo com a sociedade capitalista em que vivemos (e também me fez rir). Leia e diga o que achou. Espero que seja um leitura interessante para vocês, tanto quanto foi para mim ^.^



  DURANTE A AULA DA TARDE, Simeão repetiu muitas vezes a importância da responsabilidade e da escolha.
    — Quero contar a vocês uma história real que me aconteceu há uns sessenta anos. Quando eu estava na sexta série, meu professor, Sr. Caimi, proferiu as palavras
que naquele momento bateram em mim como as mais profundas jamais ditas. Ascrianças da sala estavam reclamando por terem que fazer o dever de casa, e o Sr.
Caimi gritou: "Eu não posso obrigar vocês a fazerem o dever de casa!" Aquilo chamou nossa atenção e ficamos quietos. Ele continuou: "Há apenas duas coisas nesta vida que vocês têm que fazer. Vocês têm que morrer e têm que..."
    — Pagar impostos! — interrompeu o sargento.
   — Exatamente, Greg, morrer e pagar impostos. Naquele momento eu achei que aquela era a coisa mais libertadora que eu jamais ouvira! Que coisa! Isto é, eu estava apenas na sexta série, e morrer parecia a um milhão de anos de distância. E, como não tinha dinheiro, não podia pagar impostos. Eu me senti absolutamente livre! Quando fui para casa terça-feira à noite, meu pai disse: "Filho, por favor, leve o lixo para fora."Eu respondi: "Ei, espere um minuto, papai. O Sr. Caimi nos ensinou hoje que há somente duas coisas na vida que temos que fazer: morrer e pagar impostos." Nunca esquecerei sua resposta. Ele olhou para mim e disse, muito devagar mas, claramente: "Filho, estou contente por você estar aprendendo tantas coisas valiosas lá na escola. Agora, é melhor pegar logo esse lixo porque você acaba de optar por morrer!"
     Depois que a risada cessou, Simeão continuou:
  — Mas, vocês sabem, o Sr. Caimi não disse a verdade naquele dia. Há pessoas que optam por não pagar impostos. Enquanto estou aqui falando, há pessoas nas florestas do noroeste do Pacífico que têm vivido do cultivo da terra desde a Guerra do Vietnã. Elas nem mesmo usam dinheiro, muito menos pagam impostos. Amigos, há apenas duascoisas na vida que vocês têm que fazer. Vocês têm que morrer e fazer escolhas. Dessas não há como escapar.
[…]
Trecho do livro “O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança”, de James C. Hunter. páginas 124 - 215

Hora da Leitura: Receita de Ano Novo

22:54 A leitora 0 Comentários Categoria : ,

Olá!
       Já é 2013! O ano é novo, muitas coisas para mudar, para melhorar e também para manter. Não importa o ano, sempre há um momento em que aquele livro será lembrado, o momento para aquela leitura. Então acredito que esse seja o momento propício para relembrar as palavras de um dos maiores poetas que  já existiram, um poema conhecido, mas que não deixa de ser lido a cada "vir-a-ser".

Angela Martini jovens rapazes leitores

RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

"Tá na rede" # 6: A mulher segundo Clarice Lispector

19:06 A leitora 0 Comentários Categoria : ,

Hey, Leitores!! Como estão?

Acredito que todo leitor adore colecionar quotes de seus livros e autores preferidos, não é mesmo. Final são tantas verdades redescobertas e outras tantas ocultas para nós que encontramos quando lemos um livro, tantas coisas que pensamos e muitas vezes não conseguimos expressar, então quando a vemos ali, tão bem expostas, tão bem trabalhadas em cada palavra escolhida, acho que nos sentimos gratos por estar lendo ( eu pelo menos me sinto assim ^.^).  Então,trago para vocês mais um conteúdo que circula pela rede, um post do site Delas, parte de uma homenagem ao mês da mulher:

Mestra dos detalhes, a autora é uma das mais replicadas na rede. Entenda por que as frases de Clarice se tornaram fenômeno pop.


Verônica Mambrini, iG São Paulo



Foto: Reprodução
Clarice Lispector (1920-1977). Principais obras: A Hora da Estrela (1977) e A Paixão segundo G.H. (1964). Modernismo


“Eu era uma mulher casada. Agora sou uma mulher.”

Essa única frase resume a essência do conto “A Fuga”, de Clarice Lispector, no qual uma mulher sai de casa e, ao passar algumas horas sozinha numa praça, decide se separar do marido. Essa capacidade de fazer em poucas palavras sínteses de situações humanas complexas se tornou um prato cheio para internautas.


Os sites de mensagens inspiradoras e as redes sociais espalham e compartilham dezenas de frases atribuídas à escritora, geralmente acompanhadas de fotos e músicas românticas. Nem sempre, no entanto, as frases foram de fato retiradas dos livros, das entrevistas ou das colunas femininas que Clarice escrevia para jornais, nos quais assinava com pseudônimos, como Tereza Quadros e Helen Palmer.

Apesar de nem tudo que a gente recebe nas nossas caixas de email ou nos feeds de redessociais ter sido de fato assinado por ela, Clarice Lispector é um sucesso nas redes. Sua fanpage no Facebook, por exemplo, tem mais de 160 mil seguidores! (Só para dar uma ideia, a do cantor Roberto Carlos tem cerca de 16 mil).
“As pessoas gostam de máximas e Clarice tinha mesmo essas frases sentenciosas. ‘A descoberta do mundo’ é cheio delas”, diz Yudith Rosembaum, professora de literatura brasileira na Universidade de São Paulo e autora, entre outros, do perfil “Metamorfoses do Mal – uma leitura de Clarice Lispector” (Edusp).
“Os textos dela tocam em aspectos importantes da condição humana, mergulham naquilo que temos de melhor e de pior no campo das relações pessoais, afetivas, sentimentais e dos valores éticos”, ressalta Nádia Battella Gotlib, professora da USP e autora de "Clarice Fotobiografia" (Imprensa Oficial).
“
E ‘eu te amo’ era uma farpa, que não se podia tirar com uma pinça.
“Ela sabe como chacoalhar com o ‘de-dentro’ da gente, abrindo novas perspectivas de sensações e de visões daquilo que nos rodeia. Clarice promove uma nova descoberta do mundo”, acredita Nádia.

De quebra, a autora ucraniana é ela própria uma imagem que remete ao mistério do feminino. “Se essa imagem de mulher bonita, charmosa, atraente, funciona como um pólo de atração para o que ela escreveu, então não há como rejeitar esses atributos físicos”, afirma Nádia Gotlib. “São uma isca para os seus textos. Mas a beleza da sua arte está acima desses traços de mulher bonita”, ressalva.

Clarice dominava o universo feminino e partia dele para falar da sua experiência de mundo. “Ela priorizou protagonistas mulheres, mas na obra da Clarice, essas mulheres ganham uma dimensão universal que toca nas entranhas do humano”, afirma Yudith. 
“
Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

Muitas das personagens de Clarice estão ligadas a vida doméstica, a ambientes internos e familiares. “É uma escritora do feminino", afirma Yudith. “Mas esse feminino pode ser vivido por um homem. A importância da obra da Clarice não está só ligada ao fato dela ter falado de e para mulheres. No século 21, seus contos e romances continuam dissecando o desamparo do ser humano”, diz a professora. “É um olhar histórico da mulher aprisionada em casa, mas que tem caráter universal, mesmo fora dessas condições sócio-econômicas.”

“Confesso que até alguns anos atrás pensava que Clarice era lida mais por mulheres. Hoje acho que não. Afinal, o mergulho nas profundezas da alma humana pode feito por qualquer um”, afirma Nádia.
“
O destino de uma mulher é ser mulher.
E vale ler Clarice a conta-gotas, em frases soltas, para entender o que é a vida? “Muitos são iniciados em Clarice lendo pequenos trechos pela internet. E destes textos passam, depois, para outros textos publicados em livros”, diz Nádia. “Continua sendo o melhor modo de ler a autora.”

Mas fica o alerta: “Muitos dos textos que circulam na internet não são de Clarice.”

Inspire-se nas frase autênticas de Clarice Lispector sobre a vida, sobre ser mulher e sobre o amor


“Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante” – do conto "Felicidade Clandestina";

“O destino de uma mulher é ser mulher”, em “A hora da Estrela”;

“Eu antes era uma mulher que sabia distinguir as ciosas quando as via. Mas agora cometi o erro grave de pensar”, em Um Sopro de Vida;

“Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado” , do conto “Amor”

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”, em Perto do Coração Selvagem

“A vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora”;

“A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente”;

“Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca” – em "A Descoberta do Mundo"

“Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim”, frase de Clarice em “Esboço para um futuro retrato”, de Olga Borelli;

“Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão” - "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres";
“E ‘eu te amo’ era uma farpa, que não se podia tirar com uma pinça” – "A Paixão segundo G.H".
“O maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma” - "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres";

Leia isso é muito mais direto na fonte, a quem pertencem todos os créditos do post: Delas

Até a próxima leitura ;)

Tá na rede # 4: Hospital de livros em Roma cuida de volumes raros

19:38 A leitora 2 Comentários Categoria : ,

      Hey Leitores!
      Qual é o leitor que não se preocupa em cuidar de seus preciosos livros? Eu mesma fico pensando em mil maneiras de protegê-los. Na cidade onde moro tem muuuuito pó, não há limpeza que dure muito tempo, o jeito é deixá-los em um saquinho plástico, para ver se ajuda a conservá-los. Mas e aqueles livros raros, mega antigos, relíquias, o que fazer com eles quando é o tempo que os consome? Navegando pela internet achei esse artigo super legal e decidi compartilhá-lo com vocês. Espero que apreciem  ;)

Hospital de livros em Roma cuida de volumes raros

Instituto da Patologia do Livro em Roma usa equipe de cientistas para restaurar e avaliar livros preciosos

Foto: AFP



"Tá na rede" #3 - Literatura infantojuvenil americana gera polêmica

14:57 A leitora 0 Comentários Categoria : , ,

      Hey Leitores!! 
Depois de um tempo meio sumida, trago para vocês um post bem interessante publicado em Agosto de 2011 na coluna Leituras Cruzadas, que pertence ao blog(?) Veja meus livros - eu disse que tinham coisas bem legais voltadas Aos Leitores por lá ;)

 Todos sabemos que obras internacionais têm grande mercado aqui no Brasil, e a literatura americana é, sem dúvida, um grande destaque. Contudo, dificilmente paramos para pensar como essa literatura é vista por lá. Por isso, achei relevante  compartilhar com vocês o post sobre sua literatura infantojuvenil (sem hífen ^.^) que segue abaixo, nele há uma breve comparação entre os jovens leitores dos EUA e os do Brasil, mas a polêmica dá-se entre os próprios norte-americanos . Leia e comente ;)


A sombria literatura infantojuvenil americana


No começo de junho, a crítica literária americana Meghan Cox Gurdon levou a literatura infanto-juvenil a ser um dos assuntos mais comentados do Twitter nos Estados Unidos. Ela foi atacada por leitores, escritores e representantes da indústria dos livros por fazer uma dura crítica ao que se tem produzido para o público jovem americano: livros sombrios, com temas como sequestros, incesto, distúrbios alimentares e automutilação.
Meghan fala de livros como The Lying Game, de Sara Chepard, Abandon, de Meg Cabot, e Between Shades of Gray, de Ruta Sepetys, que estiveram na lista dos infantojuvenis mais vendidos do jornalNew York Times nos últimos meses.
Num artigo publicado no site do The Wall Street Journal, Meghan conta a experiência de uma mulher de Maryland que foi a uma livraria à procura de um romance para presentear a filha de 13 anos e acabou saindo de mãos vazias, desanimada com a incessante escuridão dos livros da seção de infantojuvenis.
Poucas horas depois da publicação do artigo de Meghan Cox Gurdon, ele se tornou um dos tópicos mais comentados do Twitter dos Estados Unidos. “Idiota”, “ignorante”, “irresponsável” e “condenável” foram alguns dos adjetivos usados junto ao nome da americana pelos furiosos adolescentes defensores dessa literatura infantojuvenil. Ela chegou a ser acusada de estar argumentando contra o ato da leitura, encorajando os jovens a se afastar do hábito de ler.
Um exemplo dessa literatura dita sombria? “Eu costumava me contorcer quando ouvia pessoas falando sobre automutilação – tirar uma navalha de sua própria carne nunca me pareceu lógico. Mas na verdade é maravilhoso. Você pode cortar de você todas as frustrações que as pessoas colocam em você.” Esse trecho está na contracapa – local onde as editoras tentam ganhar os possíveis compradores – de um dos livros que se encaixam na crítica de Meghan. Para ela, está claro que o livro não é a única coisa sendo vendida aí, mas também a ideia de que a automutilação é uma saída para os problemas.
Função terapêutica – Os defensores desse tipo de literatura dizem que esse tipo de temática tem uma função terapêutica para os adolescentes que passam por dramas pessoais semelhantes. “InfantoJuvenil salva”era a hashtag de milhares dos posts do Twitter daqueles que escolheram expressar sua raiva em 140 caracteres ou menos”, escreveu Meghan em “My ‘Reprehensible’ Take on Teen Literature” (algo como “Minha repreensível opinião sobre a literatura juvenil” em tradução livre), artigo que escreveu em resposta às críticas ao seu primeiro texto.
Para ela, é verdade que esse tipo de romance pode ajudar crianças em situações sérias e angustiantes, mas a questão maior que se coloca é se livros sobre sequestros, incesto, distúrbios alimentares e automutilação não acabam por tornar normais esse tipo de comportamento para a grande maioria das crianças que estão simplesmente vivendo os rotineiros e já estressantes desafios da adolescência.
Com esse argumento, Meghan também foi acusada de ter falhado no entendimento das brutais realidades enfrentadas pelos adolescentes modernos, ao que ela respondeu dizendo não acreditar que a maioria dos adolescentes americanos viva em algo parecido com o inferno para precisar de livros assim. “A adolescência pode ser um período turbulento, mas não dura para sempre e com frequência – deixando de lado os casos mais tristes, é claro – parece muito mais dramático no momento do que parecerá no futuro”, escreveu.
No Brasil - O gosto literário dos jovens brasileiros parece ser um pouco diferente do dos americanos. Enquanto por lá figuram livros com temáticas mais pesadas e sombrias entre os preferidos, aqui o tema fantástico é o predileto.
O americano Rick Riordan é quem domina os primeiros lugares com os títulos O Herói Perdido, O Ladrão de Raios e O Último Olimpiano – livros que também fazem sucesso nos EUA. Para Pascoal Soto, publisher da editora Leya Brasil, é possível notar uma tendência no mercado editorial infantojuvenil para livros que abordem temas mais afinados com a realidade dos adolescentes. No entanto, no Brasil eles seguem um caminho um diferente. A série bem-humorada Diário de um Banana, de Jeff Kinney, que fala das dificuldades de um garotinho no ensino fundamental, diz Pascoal Soto, é que temos de mais próximo dos romances-problema americanos.

Leia na fonte: VEJA meus livros


Ps.: O livro "Abandono", primeiro volume da trilogia homônima, será lançado no Brasil em Maio deste ano pela Galera Record ^.~  Veja a capa, que mantém a arte do original:


Hora da leitura: eu carrego seu coração comigo ( i carry your heart with me)

21:37 A leitora 0 Comentários Categoria : , , , , ,

Hey Leitores! Eis aqui um dos meus poemas favoritos, escrito pelo poeta inglês e.e. cummings, para que possamos apreciar juntos. Sou suspeita para falar, mas acho-o belíssimo, simples, sincero e ao mesmo tempo profundo. Leia  este poema sobre um amor descrito como do tipo de amor que transcende a alma ou a mente:

eu carrego seu coração comigo

Carrego seu coração comigo (eu o carrego no meu
coração) nunca estou sem ele (onde quer que eu vá
você vai vai, minha querida; e o que quer que seja feito
somente por mim é feito por você, minha querida)
não tenho medo
do destino(pois você é meu destino, minha querida, minha doçura)
não quero
o mundo (pois você linda é o meu mundo, minha verdade)
e você é o que qualquer lua tenha significado
e o que quer que um sol cantar será sempre você

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe(
(aqui está a raiz da raiz e o broto do broto
e o céu do céu de uma arvore chamada vida, que  cresce
mais altado que a alma pode ter esperança ou a mente pode esconder)
e essa é a maravilha que mantém as estrelas separadas

Eu carrego seu coração (eu o carrego no meu coração)


In English ^ ~ :


i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)


Sobre o autor:

e.e. cummings ( isso mesmo, era assim que ele assinava, não usava letras maiúsculas ^^) , ou melhor, Edward Estlin Cummings, nasceu em Cambridge, Massachusetts, em 1894. Ele Morreu em North Conway, NH, em 1962. Cumming graduou-se em Harvard, e tornou-se mestre em Inglês e Estudos Clássicos por esta mesma universidade.

Cummings fe parte de uma equipe de ambulância na Cruz Vermelha norte-americana na França durante a Primeira Guerra Mundial.  Devido a uma falsa acusação por traição, foi preso pelos franceses, os três meses na prisão renderam um romance (The Enormous Room).

Além do reconhecimento como poeta,  é considerado um excelente romancista e dramaturgo. Contudo, a unica arte que competia diretamente com a poesia era  pintura, passava a maior parte do dia pintando e a maior parte da noite escrevendo.

O poema:

O estilo poético de Cummings é único e altamente visual. Sua independência tipográfica foi uma experiência  com pontuação, escrita e quebra de regras. Seus estilo força certo ritmo no poema quando o mesmo é lido em voz alta. Sua linguagem é simples e muitos de seus poemas tornam-se divertidos (ou simplesmente belos, como este ^^) .


Vale a pena ler o que está escrito aqui

22:05 A leitora 0 Comentários Categoria : , ,

Caros Leitores,
Recentemente, tenho postado falando sobre um evento (com o tema Sustentabilidade) de muita importância realizado em minha cidade, agora disponibilizo aqui uma carta muito especial. Ela foi escrita por um senhor de 83 anos, que participa ativamente da sociedade, ao contrário de muitos jovens. Seu nome é Geraldo Picolini. 
Este ilustre Cordeiropolense fez uso da palavra como poucos o fazem, fez dela não um instrumento (mero utensílio que usamos quando nos convém, depois  guardamos em um canto qualquer), ele remete sua carta em nome dos moradores da cidade que defende com carinho, em nome da natureza, a qual, segundo suas palavras, somos todos nós. Leia aqui estas singelas palavras, ditas de coração, como um grito de socorro por todos nós e, quando digo isso, deixo uma reflexão: quantos de nós usam sua capacidade de se comunicar, de usufruir da escrita, por exemplo, para fazer valer sua voz de cidadão? Se você não o faz, pare, leia e mude, pois com certeza você pode muito mais do que pensa!



Vale a pena ler o que está escrito aqui

Vamos começar pela árvore já que está escrito na carta dos apóstolos que não devemos danificar a terra e a árvore. Por se falando em árvore, não pode acontecer aquilo que aconteceu aqui no nosso município, quando uma árvore que estava com 117 anos, não estava estorvando e fazendo mal a nada e a ninguém. Esperamos que os vereadores entendam bem, que é preciso fazer uma lei para a cidade, em relação a isso. Em seguida, vamos falar um pouco da terra, com a realizada da queimada, a terra acaba ficando totalmente comprometida e danificada, não só a queima, mas tudo aquilo que polui o solo. E as pessoas que fazem esse tipo de ação têm que ser punida.

A cidade de Cordeirópolis tem muitos problemas com o meio ambiente, a fiscalização é fraca e quem manda, não sabe mandar. Parece que andam conversando de formar um local de argila no município onde não é propício para isso. Uma coisa que foi falada, mas não foi feita em se fazer, foi um cinturão verde (uma proteção que segura o pó).  Extrair argila no perímetro urbano é prejudicial também ao meio ambiente. E para aqueles que não sabem, existem árvores que dentro de seis a sete meses, já começam a funcionar de acordo, se plantada e cuidada corretamente, no entanto muitos não fazem isso.

Não adianta nada fazer projetos sem ação. Também senhores diretores e professores em geral, é preciso cobrar mais dos alunos, pelo menos em uma última aula do mês, o que eles fizeram pelo meio ambiente. Sabemos que tudo o que está sendo escrito nessa carta, não é fiada difícil, é só ter ação. É preciso ter mais fiscalização, cobrar mais de quem está na constituição das autoridades do meio ambiente. Sendo qualquer autoridade, temos que arregaçar as mangas, chegou á hora do planeta funcionar.

Eu teria que falar muito mais coisas, no entanto de qualquer maneira, foi feito um apanhado de tudo. A natureza é a força divina, quem não cuidar dela, estará contra as leis divinas. Espero que essa carta, que não é minha, é do publico, seja respeitada e muito. Senhores em geral, vamos trabalhar pelo meio ambiente, se essa carta for pra se engavetada, que me devolvam em um prazo de uma semana.

Mais uma observação que está faltando é preciso defender mais 4 itens:
1 – A devastação da Amazonas;
2 – Acabar com a queima da cana;
3 – A poluição dos carros;
4 – A poluição de certas indústrias.

Se isso não for feito o planeta terra vai ficar sempre na mesma estaca, mandar um oficio para Brasília para a Ministra do Meio Ambiente e acabar com a devastação da Amazônia.

Obrigado povo de Cordeirópolis e do Brasil

Obrigado, obrigado, obrigado

Geraldo Picolini

Dom Quixote, parte da história espanhola

18:46 A leitora 2 Comentários Categoria : , , , , ,

O tema do momento no blog, como vocês podem observar pelos posts do mês anterior, é um dos melhores livros do mundo: O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha, ou, simplesmente, Dom Quixote. Por isso, disponibilizo aqui uma brave contextualização histórica da obra, falando sobre a época que serve de "pano de fundo", de "cenário" para a narrativa fantástica de Cervantes e, tão importante quanto, um pouco sobre o autor deste verdadeiro patrimônio da humanidade.


Leitura: Conto "Felicidade Clandestina", de Clarice Lispector

15:55 A leitora 0 Comentários Categoria : , , ,

     



Para todos aqueles que não se contentam em ler o livro e devolvê-lo à biblioteca, que adoram o cheirinho de um livro novo, que ficam eufóricos ao ganhar um livro de presente, que não conseguem conter a alegria quando compram um livro, para quem ama livros ... eis alguém que compartilha esse sentimento com você: (eu :p) Clarice Lispector, que escreveu este conto maravilhoso. Se você não conhece, leia e aprecie!



Felicidade Clandestina


Clarice Lispector
São Paulo, Ed. Ática, 1996

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

Dom Quixote, que versão ler?

20:11 A leitora 0 Comentários Categoria : , , , ,


Hey Leitores!
Como muitos já devem saber, o livro Dom Quixote foi traduzido em diversos idiomas, e ganham outras várias versões em cada um deles, por isso, recomendo algumas versões:





Dom Quixote das crianças (Monteiro       Lobato) 
Encontrado no Submarino
[...]  adaptado por Monteiro Lobato para as crianças brasileiras e lançado em 1936. Escritos numa linguagem simples e gostosa os feitos do cavaleiro são recontados por Dona Benta o que os torna ainda mais saborosos na narrativa da avó e, principalmente, nos comentários da turma do Sítio do Picapau Amarelo.
E ainda tem esse livro em HQ! Em breve mais informações sobre isso ;)



Dom Quixote (Orígenes Lessa) - Li e recomendo!

Disponível no submario
Numa iniciativa do Instituto Nobel da Noruega, foi considerado, em seu quarto centenário, o melhor romance do mundo segundo a opinião de cem escritores de 54 países, entre eles Salman Rushdie, Milan Kundera, John Le Carre, John Irving e Carlos Fuentes. Esta ágil e brilhante adaptação traz a assinatura de ninguém mais ninguém menos que o imortal Orígenes Lessa, cujo trabalho é amplamente reconhecido por crianças e jovens. O leitor tem a garantia, portanto, de estar usufruindo de todo o humor e a sutileza da obra que consagrou Miguel de Cervantes como o precursor do gênero do romance moderno. 



Caixa especial Dom Quixote (Viscondes de Castilho e Azevedo) - A versão mais completa, em Português, que comprei *_* encontrei 



No Submarino ;)

A Caixa Especial Dom Quixote apresenta os volumes Dom Quixote: Livro Primeiro e Dom Quixote: Livro Segundo. Neles, respectivamente, o leitor encontrará o texto publicado com enorme sucesso por Cervantes em 1605, sob o nome de As Aventuras do Engenhoso Fidaldo Dom Quixote de la Mancha, e A Continuação das Aventuras do Cavaleiro da Triste Figura, publicada por Cervantes em 1615.
** Com 1032 páginas, no formato livro de bolso


Atualização:
A editora Companhia das Letras - Penguin Books lançou recentemente mais uma versão do nosso Quixote. Apesar de não tê-la em mãos, logo não li, super recomendo por conhecer o trabalho realizado em outros livros. Essa versão também é composta por 2 volumes e vem em uma linda caixa *.*. Se eu já não tivesse a minha, essa seria, com certeza, a versão que escolheria atualmente ;) ... na verdade, eu quero *___* rs





Boa leitura!!

♥