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Leitura? (É de comer?) - Dicas para aprender a gostar de ler e se tornar uma menina mais interessante

18:27 A leitora 0 Comentários Categoria : , , ,

        Hey Leitores!
 ... esse post é originalmente destinado às leitoras de plantão ( Parabéns pelo dia internacional da mulher  ... atrasado :P ) , mas é claro que os meninos inteligentes que acessam o blog vão captar a mensagem  ;)
      Essa matéria é super legal, se quiser acesse a fonte clique aqui e conheça o site da revista atrevidinha.



  Leitura? (É de comer?)

Quem tem preconceito com a leitura tá por fora! Então se liga nas dicas para tomar gosto pela coisa e não perder a diversão.






Quem nunca passou por isso levante a mão: chega a professora com um livro chatinho da escola e você logo sai falando que ler é um saco. Até a escritora Thalita Rebouças, que lê pra caramba e publicou dez livros, já implicou com livros na pré-adolescência. "Adorava ler quando era criança, lia gibis, livros, mas com uns 12 anos comecei a implicar. Acho que foi por causa da escola. É como quando você assiste a dois ou três filmes chatos e fala que não gosta mais de cinema", conta. A implicância durou só um ano, mas ela percebeu o que estava acontecendo...
"Nessa fase, a escola dá coisas muito chatas para ler, que às vezes os pré-adolescentes nem têm maturidade para entender. E é um período muito perigoso: é ler um livro chato para achar que livro é chato para sempre", afirma Thalita. Tânia Rosing, coordenadora das Jornadas Literárias de Passo Fundo (RS), concorda com a escritora
"Leitura como obrigação não leva ninguém a ser leitor. As indicações de obras a serem lidas devem ser um acordo entre o professor e os alunos", diz Tânia. Mas isso não é motivo para ficar de mal das letras, pois tem muita coisa legal para ser lida por aí.
E eu com isso? Tá, você vive ouvindo todo mundo dizer que ler é legal e blá-blá-blá, mas já parou para pensar em tudo de bacana que esse hábito pode trazer para você?
"Uma pessoa que lê aprende a fazer melhores escolhas e conhece as coisas com mais profundidade. Como a adolescência é uma fase em que a gente fica um pouco impulsivo, ler sobre um assunto e se aprofundar nele é um jeito de saber escolher melhor as coisas da vida", diz Fabio Yabu, autor de Princesas do Mar. E não precisa só ler livros ou clássicos da literatura mundial, não. Sites, quadrinhos e revistas são um jeito ótimo de ficar sempre em contato com o mundo das letras. Quem descobre do que gosta e começa a ler, não para mais.


Os escritores que o digam."Recebo vários e-mails de meninas que aprenderam a gostar de ler com meus livros e fico muito feliz. 
Mas ficaria mais feliz ainda se eles viessem com menos erros de português", conta Fábio. "Um pouco é porque estão viciadas em falar 'miguxês' e a ler só na internet. Ler revistas e livros é um jeito de aprender a escrever melhor."

Thalita completa: você nem percebe o quanto é importante saber falar e escrever corretamente. "Na hora de conversar com algum garoto, ninguém quer falar errado, né? Quanto mais você lê, mais habituada fica com as palavras e não vai ter tantas dúvidas na hora do namoro, de escrever um e-mail ou na hora da prova. Ninguém merece perder ponto da nota porque escreveu errado, né?".




Fonte: http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/index.asp

Calvin e Haroldo

12:05 A leitora 0 Comentários Categoria : , , ,

Serão postadas aqui no blog algumas tirinhas, afim de proporcionar leituras prazerosas e divertidas. Umas das escolhidas é "Calvin e Haroldo", por isso trago algumas informações interessantes para aqueles que não conhecem a dupla, retiradas de um site super legal que encontrei sobre eles (para acessá-lo é só clicar no banner abaixo).Fiquem com as palavras de Alexandre Louzeiro:

[...] Criados por Bill Watterson em 1986, esses dois "carinhas" mudaram a vida de muita gente.

 Com roteiros simples, singelos e ao mesmo tempo extraordinários e reais (quem nunca se recordou de alguma travessura como as que Calvin comete?), as tiras de Calvin e Haroldo (Calvin & Hobbes, em inglês) já cativaram e emocionaram milhares de pessoas no mundo inteiro. [...]
Calvin vive suas peripécias ao lado de seu fiel amigo Haroldo, um tigre que, aos olhos de Calvin tem vida. Os dois vivem se "gladiando" na disputa de um sanduíche de atum ou pela bola de futebol (Haroldo sempre vence). 

                                                                                                                 
Fonte:


Teste: Eu sei interpretar textos?

22:34 A leitora 0 Comentários Categoria :

Você sabe interpretar um texto? Clique aqui e descubra! Faça o teste e saiba como estão suas estratégias de leitura.

Um pouco mais sobre Literatura de cordel: poetas e cantadores

21:24 A leitora 0 Comentários Categoria : ,



POETAS DE COR
DEL: PRIMEIRA E SEGUNDA GERAÇÃO



Os poetas aqui biografados se encontram classificados em dois grupos: poetas pioneiros e poetas da segunda geração. Do primeiro constam os poetas nascidos na segunda metade do século XIX e cujo ingresso na atividade do cordel ocorreu entre 1893 (ano em que se inicia a produção em série de folhetos) e 1930. Ao segundo grupo pertencem os poetas que nasceram no início do século XX e entraram para o universo da literatura de cordel em uma época em que a maior parte dos representantes da primeira geração já havia morrido e a rede de produção e distribuição de folhetos já estava estabelecida.


Com tipografias imprimindo folhetos em várias cidades e vendedores ambulantes espalhados por todas as partes do território nordestino, os poetas pioneiros conseguiram, ao longo das quatro primeiras décadas de existência da literatura de folhetos, levar sua produção até os pontos mais remotos da região Nordeste conquistando um público específico e cada vez mais amplo para essa literatura (denominada de cordel apenas a partir da década de 1960).


Ao longo deste tempo, além de mudanças temáticas o cordel passa também por várias transformações no plano da forma. Nas capas, anteriormente ilustradas com clichês utilizados em jornais e revistas, passa-se a empregar cartões postais, fotografias de artistas de cinema, desenhos e xilogravuras. Outros elementos tomados de empréstimo da imprensa escrita foram abandonados como, por exemplo, a divisão, seguindo o estilo dos folhetins, de uma mesma história em três diferentes folhetos. As histórias, por sua vez, diminuem de tamanho passando a predominar os folhetos de 8 ou 16 páginas sobre os de 32 ou 64 páginas.


As mudanças correspondem a um processo de barateamento e de popularização do folheto que teve sua época áurea entre 1930 e 1960. A partir daí, com a concorrência do rádio e da televisão, verifica-se um retraimento do público. Nesse quadro, a segunda geração, formada por poetas nascidos no início do século XX, começa a desaparecer. Os que estão vivos, contrariando as previsões que apontavam para a morte do cordel, continuam produzindo folhetos, atuando na formação dos novos poetas, enfim, abrindo espaço para a terceira geração ocupar os seus lugares.


POETAS PIONEIROS (1900 – 1920/30)

Aos poetas da primeira geração, além da constituição do público e do estabelecimento das formas de produção e distribuição da literatura de cordel, coube também o papel de definir as regras do gênero criando os estilos e temas que a distinguiriam da literatura tradicional oral da qual, por sua vez, a poesia popular impressa teria tomado de empréstimo vários elementos, entre os quais a sua própria forma de transmissão cuja base oral se traduz, principalmente, na estrutura metrificada e rimada que lhe é característica. Foi essa condição de oralidade, de uma literatura feita mais para ser memorizada, cantada e fruída coletivamente do que para ser lida individualmente, que permitiu ao cordel alcançar um público cada vez mais amplo, formado, em sua maioria, por analfabetos e semi-analfabetos.

Leandro Gomes de Barros

 
POETAS DA SEGUNDA GERAÇÃO (1920/30 em diante)

A geração que começa a ingressar no mundo da produção do cordel a partir da década de 1930 é formada por poetas que cresceram ouvindo as histórias narradas nos folhetos e decidiram reescrevê-las, inserindo-as nos seus próprios contextos. Nesse processo, que pode ser considerado de transição, antigos personagens reaparecem em novas histórias ao mesmo tempo em que inúmeros novos personagens passam a integrar a galeria de tipos da literatura de cordel. Entre esses novos personagens o de maior destaque é Getúlio Vargas que, pelo vasto número de folhetos escritos em torno de sua figura, passou a constituir, no plano da classificação da literatura de cordel, um dos seus ciclos temáticos.