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Leio, logo indico: Se eu ficar

13:28 A leitora 0 Comentários Categoria : ,


      Hey, Leitores!
    No ano que se passou infelizmente não realizei muitas leituras e, consequentemente não escrevi nenhuma resenha, em ambos os casos não por falta de vontade. No caso de resenhar, acredito que, além de outros fatores, tenha faltado algo que realmente me impulsionasse a escrever, algo que mexesse comigo a ponto de fazer com que as palavras jorrassem de mim. E eis que aqui estou, escrevendo sem muito pensar. 

      Hoje à tarde (dia em que escrevo) comecei a ler "Se eu ficar", e poderia usar a tão famosa expressão "devorei o livro", mas a verdade é que se esse livro fosse um algo "comestível" inevitavelmente se tornaria uma sopa, é... pois tudo ficaria extremamente aguado por minhas lágrimas. O enredo gira em torno de Mia, uma jovem de dezessete anos que, como qualquer um que tenha ouvido falar do livro (ou da adaptação para o cinema) já sabe, sofre um acidente de carro e dá inicio a uma história romântica e provavelmente triste. Até aí nada de novo. O que me motivou a escrever sobre a obra é o modo como ela é capaz de atingir o leitor, é realmente como ser sugado para dentro das páginas - qualidade esta que atribuo a histórias que merecem ser lidas, livros que devem ser indicados e compartilhados -. Não é de se estranhar que tanto tenham falado sobre ele, mesmo que muitas vezes a leitura não seja para alguns o que foi para os perdidamente apaixonados pelo livro,  os elogios que lhe possam fazer são totalmente justificáveis.



      O modo como a Gayle Forman escreveu é simples, uma escrita direta, firme. É tudo muito verossímil, quase palpável, ás vezes parece ser possível sentir coisas corriqueiras mencionadas, como o gosto do café, a frieza das mão de Mia ou, e principalmente, escutar as notas tocadas pela garota em seu violoncelo. Não quero revelar muitos detalhes sobre o enredo, acho que parte da experiência que tive com esse livro foi tão tocante e tão real porque eu simplesmente não pensei muito sobre o ele (gosto quando isso acontece), as palavras foram apenas criando imagens em minha mente, adquirindo formas e sons a cada linha. Antes mesmo de que a primeira página termine é possível saber que você não vai parar até terminar de ler a última.

      O leitor acompanha Mia pelos corredores do hospital onde seu corpo permanece inerte, mas sua "alma" assisti a todo o sofrimento que a cerca, cheia de perguntas e dúvidas.O tempo cronológico se passa em um curto espaço, então vivemos hora a hora o desenrolar dessa história. A leitura não é nada massante, e, mesmo que não seja permeada de ação, flui como se fosse.  Parecido com quando lê-se sobre uma perseguição, meu olhar saltava pelas letras no mesmo ritmo de pés que correm, de carros que quase voam pelas estradas, só que, nesse caso, é como se o ritmo fosse ditado pelas batidas de um coração. A obra não é baseada em uma história real, mas a leitura prende tanto a atenção que por alguns minutos parece que o que aconteceu com Mia, seus pais e seu irmãozinho Teddy é. Qualquer um que tenha sangue nas veias vai sentir, no mínimo, um aperto no peito. 

      Há também o tempo psicológico, muito bem desenvolvido por sinal, pois  mesmo que não seja linear (os fatos nem sempre obedecem uma "ordem") é totalmente compreensível. Mia relembra momentos de sua vida e nos aproxima ainda mais de cada um dos personagens. No que se refere a eles,  cada um a seu modo consegue cativar, com personalidades distintas e não necessariamente interessantes (Mia e Adam, por exemplo, não são do tipo pelos quais se "enlouquece", entendem?), mas quase "feitos de carne e osso". Preciso dizer que tive vontade de abraçar Teddy e afagar seus cachos loiros, vontade de compartilhar os momentos de alegria simples e desinteressada em família, e rir junto com cada um deles, assim como chorei por cada um.

      Por mais momentos fofos que romance na trama possa ter, mais bonito que de fato seja, esse é um dos poucos livros que não me prendeu tanto por esse lado da história. Adam é um rapaz doce, e totalmente amável, muitas garotas poderiam se apaixonar por ele, porém por maior significado que ele tenha para a personagem principal, é simplesmente certo ele estar ali, independente de qualquer pequeno problema que o casal possa ter, juntos eles eles são naturais (por mais diferentes que sejam) e, de forma geral, descomplicados se comparado aos dramas da maioria dos enredos românticos. 

      "Se eu ficar", a meu ver, é sobre tomar decisões, sobre a família e, também, sobre amar, mas, principalmente sobre viver. Nesse último quesito, no sentido literal da palavra - que não deve ser novidade para qualquer que tenha lido a sinopse ou simplesmente entendido o título - a decisão mais difícil de todas!  Não há o que julgar, não há certo ou errado, mas coragem para enfrentar a dor de saber que qualquer que seja a escolha, ela será tão  (ou até mais) dolorida do que o ter que escolher. Particular e realisticamente falando, não sei o que eu faria do lugar de Mia... é muita dor e muito amor que se misturam.

     Não é um livro "Perfeito", mas certamente recomendo a leitura (leia! ♥), principalmente para quem gosta de se sentir tocado, que aprecia uma história carregada emocionalmente, mas extremamente fácil de ler. Se eu ficar é sobre a vida, sobre o que há de mais natural, inevitável e, por que não, belo, pois apesar de triste, é possível encontrar na narrativa aqueles pequenos prazeres que têm um grande valor, mesmo que não reconhecidos por muitos. 

     Até a próxima leitura!

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